O livro de Elias Knobel é complexo, com muitas vertentes. Não segue um fio único, e vale a pena ler. É um resumo de seu percurso, de como se forma um grande médico,não apenas um cientista, mas alguém que sabe enxergar o outro através da dor e da fragilidade do corpo, sempre acreditando em preservar a vida e o ânimo dos que o procuram.
Estou em boa posição para fazer essa afirmação, pois sou seu paciente há dois anos, desde 2008. Elias usa todos os recursos da medicina, mas faz a critica do sistema médico e do uso da profissão como fonte de lucro e ganância. Vê sempre o mistério da vida, imprevisível, sagrado, mesmo para quem não religioso, sopro que se mantém quando tudo parece perdido, e nos conta casos de cura e longevidade que parecem ficção.
Como eu, ele é filho de imigrantes judeus, só que meus pais vieram para o Brasil fugindo à Rússia czarista, e os dele, mais novos, escapando ao nazismo. Tem otimismo de quem nasceu em uma terra prometida livre de perseguições, aberta ao que vale de verdade. Como cresceu em Marília, tem também o calor humano do quotidiano do interior. E a febre de estudar, aprender, ler, conhecer o mundo.
Como é bom ver alguém com toda essa experiência do ser humano tornar-se escritor, influenciando as gerações seguintes e moldando um olhar para o limite tênue entre vida e morte, muito maior que qualquer certeza tecnológica.

A vida por um fio e por inteiro

R$51,00
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O livro de Elias Knobel é complexo, com muitas vertentes. Não segue um fio único, e vale a pena ler. É um resumo de seu percurso, de como se forma um grande médico,não apenas um cientista, mas alguém que sabe enxergar o outro através da dor e da fragilidade do corpo, sempre acreditando em preservar a vida e o ânimo dos que o procuram.
Estou em boa posição para fazer essa afirmação, pois sou seu paciente há dois anos, desde 2008. Elias usa todos os recursos da medicina, mas faz a critica do sistema médico e do uso da profissão como fonte de lucro e ganância. Vê sempre o mistério da vida, imprevisível, sagrado, mesmo para quem não religioso, sopro que se mantém quando tudo parece perdido, e nos conta casos de cura e longevidade que parecem ficção.
Como eu, ele é filho de imigrantes judeus, só que meus pais vieram para o Brasil fugindo à Rússia czarista, e os dele, mais novos, escapando ao nazismo. Tem otimismo de quem nasceu em uma terra prometida livre de perseguições, aberta ao que vale de verdade. Como cresceu em Marília, tem também o calor humano do quotidiano do interior. E a febre de estudar, aprender, ler, conhecer o mundo.
Como é bom ver alguém com toda essa experiência do ser humano tornar-se escritor, influenciando as gerações seguintes e moldando um olhar para o limite tênue entre vida e morte, muito maior que qualquer certeza tecnológica.